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”Se —por bondade do destino—, meus sonhos alimentassem meus atos, eu te daria o céu, te daria o mar, os verdes vales, as estrelar e o luar. Daria-te mil amores. Traria-te as maravilhas; As flores; As mutantes estações, os bons humores, o vento, lindos sorrisos, os desertos e os tempos.
Eu te faria feliz, colecionando felicidade nas pequenas coisas, nos mais simples gestos, peculiares palavras, olhares singelos; Obrigaria-te a expulsar todas as mágoas de seu passado. Faria-te esquecer de todas as más nostalgias e falhas cometidas; Eu —sempre— cuidaria de você, te protegeria de tudo e de todos. Levaria-te às mais profundas —e inesquecíveis— sensações de prazer.
Por ti eu mudaria o rumo das coisas […].
Daria-te tudo aquilo que correspondesse à sua perfeição, tudo que tentasse —em vão— explicar a intensidade de minha paixão. Faria tudo que estivesse nos tópicos do impossível para segurar sua mão e te chamar de minha.
Mas, as linhas do meu destino devem estar propositalmente embaraçadas em alguma rosa espinhosa, e, assim como você, eu sinto o seu doce aroma —eu te vejo—, mas não posso sentir a suavidade de suas pétalas junto á minha pele, junto ao meu corpo;Junto á mim.
És ti, meu câncer psicológico; Eterno amor não correspondido.”
—Anndré Frëak , (Prisioneiro da Morte)