“Lamento, mas não irei ficar aqui me limitando a esse mundo de forma tão patética, onde o amor é banalizado. Vou andar, vou procurar, vou criticar. Gritar; gritar alto, pois quero que todos ouçam o que os sentimentos podem falar por nós.”
“Eu sou um homem fechado. O mundo me tornou egoísta e mau. E a minha poesia é um vício triste, Desesperado e solitário. Que eu faço tudo por abafar. Mas tu apareceste com a tua boca fresca de madrugada, Com o teu passo leve, Com esses teus cabelos… E o homem taciturno ficou imóvel, sem compreender
nada, numa alegria atônita… A súbita, a dolorosa alegria de um espantalho inútil aonde viessem pousar os passarinhos.”
“Não dá para voltar atrás, para o jeito que as coisas eram. Do jeito que você pensava que elas eram. Tudo que a gente realmente possui… É o agora.”
“Talvez haja alguma coisa que você tem medo de dizer, ou alguém que você tem medo de amar, ou algum lugar que você tem medo de ir. Vai doer. Vai doer porque é importante.”
“Ainda é cedo, amor. Mal começaste a conhecer a vida, já anuncias a hora de partida, sem saber mesmo o rumo que irás tomar. Preste atenção, querida, embora eu saiba que estás resolvida, em cada esquina cai um pouco a tua vida, em pouco tempo não serás mais o que és. Ouça-me bem, amor. Preste atenção, o mundo é um moinho,
vai triturar teus sonhos, tão mesquinho vai reduzir as ilusões a pó. Preste atenção, querida, de cada amor tu herdarás só o cinismo, quando notares estás à beira do abismo. Abismo que cavaste com os teus pés.”
—O mundo é um moinho, Cartola. (via
desafagos)
“Esta coisa terrível de não ter ninguém pra ouvir o meu grito. Esta coisa terrível de estar nesta ilha desde não sei quando. No começo eu esperava, que viesse alguém, um dia. Um avião, um navio, uma nave espacial. Não veio nada, não veio ninguém.”
“Fomos magoados, mas também já magoamos
Fomos esquecidos, mas também já esquecemos
Fomos ignorados, mas também já ignoramos
De nada adianta ficar lamentando do nosso sofrimento, porque também já machucamos alguém algum dia
E vamos continuar sendo feridos, e também vamos continuar a machucar outras pessoas.”
“Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre. Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.”